20 de setembro de 2015

E de repente tudo ficou azul...

A fase da tempestade está prestes a terminar, resolvi-me com ela... Obtive respostas, respostas que me dou, após provocar uma conversa no qual sei perfeitamente o fim, ou pelo menos aquele que quero ter: respostas. Arrepio-me e choro(-me), porque eu sei que ela se deixaria partir, apenas tinha de a entender, e é incrível a forma como nos entendemos... Temos tudo para nos perceber e dar a volta por cima, mesmo quando tudo parece escuro... Provocando situações, música aos altos berros e a água a escorrer da cabeça aos pés - assim, fica tudo tão mais claro!

Por fim, consegui ainda perceber algo que me atormenta todos os dias desde que me lembro: o meu nome. Uns dizem que é 'diferente', outros dizem que é 'lindo', e muitos outros adjetivos, no entanto ele não me identifica, não na sua conotação, que pouco ou nada tem a ver comigo! Sempre fui um alvo, por ser a única, por tanto gostarem aqueles que são muito mais velhos e por oposição, os da minha idade me olharem de forma diferente. Um misto de sensações, uma responsabilidade dizem-me. 'Quem me dera' ou 'a mim caía-me que nem uma luva', e eu que o tenho só desejo que ninguém me chame no meio da rua, em voz alta (e tantas vezes já destratei por o fazerem, sem compreenderem a razão). Ainda há bem pouco tempo me desculpava como sendo a culpa da minha mãe - para ela sempre o fui e sempre o serei; mas com isto ganhava mais confiança daqueles que podem presunçosamente achar que eu sou aquilo que me chamam, que no fundo é só o meu nome - nome próprio. Todavia, de hoje em diante, não será mais assim! Porque gosto dele e porque o entendi. 
Quem me conhece sabe tenho caraterísticas que diferem de outras pessoas, amigos, mulheres, Ser - como todos nós neste mundo. Marcando vidas, ficando presente eternamente, ensinando, ajudando (...) Por onde passe, ficará a minha essência, o meu nome, que não passa de uma desculpa: para não ser esquecida ou substituída.

O meu nome é Diva Pereira Férias. 

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