25 de janeiro de 2013

Quando começar a doer, pára!

Não é dor, mas sim saudades... e ao ver, não com os olhos, mas com o coração, estamos longe há já algum tempo. Digo longe porque pouco estamos juntas, e quando estamos cada uma se resguarda à sua maneira para que a semana seguinte custe menos a passar. As discussões normais já nem moram lá em casa, e os fins-de-semana sabem logo a outra coisa - saboreio o quentinho dos meus lençóis, o cheiro da minha vela, as festas dos gatinhos, e o teu colinho.
Tenho saudades! Saudades de voltar da escola e contar-te o meu dia; de me comprares gomas a caminho de casa; de ter feridas nos joelhos e dares-me um beijo e dizeres que daí em diante, essa não irá doer tanto; de olhar para cima e ver-te tão grande; de andar de mão dada a ti no meio da rua, sem que pensem que já estou crescida; de me deitar a teu lado, aconchegada enquanto me dás festinhas; de chegares a casa e me abraçares. Tenho saudades de casa, e tuas.
Porque acho eu que o tempo passou rápido demais? Sinto que cresci depressa, não é que não o tivesse desejado, mas não sabia quais os contras - os meus deveres e responsabilidades são maiores e as pré-ocupações são mais que muitas. E porquê todas estas coisas, agora? Acho que começou a doer...