E não é que no outro dia me esqueci do passe em casa (?) e fiquei tão (mas tão) chateada, pois para além de estar atrasada para chegar à escola, também tinha um longo dia, cheio de coisas para fazer...
Quando comecei a subir uma das ruas mais bonitas de Lisboa, lembrei-me que tinha levado aquilo que poderia mudar aquela subida. Bebi a beleza de palhinha, confesso - mesmo com árvores despidas, os bancos vazios, a pressa dos carros, as tristeza em alguns prédios, eu consegui ver a beleza de que é a cidade de Lisboa, só na Avenida da Liberdade.
A caminho do amor, passei pelo jardim. Estava este recheado de crianças de todas as idades, que corriam em direcção à meta e gritavam a glória (corta-mato, digo eu). E ali estive, a observar a natureza, o verde dos arbustos, o castanho dos cascos das árvores, as diversas cores e tons das flores, os patos e gansos a passearem de um lado para o outro. Soube-me tão bem recordar momentos que ali passei, no Jardim da Estrela.
E se as coisas não acontecem por acaso, então esta foi a razão pela qual me esqueci do passe. E ainda bem que assim foi!