Reinventar mais vinte e quatro horas,
E adormecer outra vez.
Faz-se anos assim que se nasce.
Essas são de esperança,
De sufoco, de gritos e de lágrimas.
Fazem-se anos devagar, ao ritmo da infância, entre gargalhadas de sol e gomos de tangerinas.
Depois, anos de crescer depressa, para alcançar…outros anos.
Anos de trabalho, de esforço, de construção.
Um dia fazem-se anos sem quase dar-se por isso,
São os que passam depressa demais.
Aprende-se a fazer anos com o tempo e com a vida.
Também se aprende com os bolos de chocolate e o cheiro a cera das velas ardidas.
Por isso é que se somam sempre sabores aos anos,
E ritmos diferentes, a cores variadas.
Há anos a cinzento, anos a azul, anos de todas as cores e anos só a preto e branco.
Anos de muita chuva lá fora e risos cá dentro. E outros, só de sol ameno.
Também há anos parados, encruzilhados e esquecidos.
Há aqueles que valeram tanto a pena...
E os outros que não sabemos muito bem para o que serviram.
Há anos em que sorrimos para a fotografia,
E outros em que nos rimos tanto que nos esquecemos das fotografias.
Há anos como o mel, outros com pouco sal, outros azedos mesmo.
Há anos em que mandamos nós. Outros, o que nos vai acontecendo
Mas que sejam sempre e sobretudo anos felizes.
George Sand
E todos os anos é diferente: o bolo, as pessoas que nos dão os parabéns, as que nos cantam, as que nos mandam mensagem, as que nos ligam. Os desafios são sempre novos, as rotinas acabam sempre por mudar.
Os desejos pedidos ao trincar a vela debaixo da mesa. As prendas. Os sorrisos. Os lugares em é passado os primeiros minutos, e as restantes horas.
E espero que assim continue a ser, uma incógnita. Sempre diferente. Sempre um ano a mais.