Hoje regresso aqui, após mais uma mudança na minha vida: terminei o secundário na escola que desejava, infelizmente (ainda) não entrei no curso que ambiciono e sou (por agora, apenas) trabalhadora. Rodeada de amigos da velha guarda (e família), uma relação amorosa estável. Presente naquilo que mais gosto de fazer, voluntariado. Ainda assim não me sinto completa, será pelas horas sem dormir ou pelas refeições que não são regulares?
A súbita inspiração, no meu caso, deve-se normalmente à profunda tristeza em que me deixo afogar,e desta vez não é exceção. A cada tentativa de equilibrar a minha vida: torná-la um deserto liso e um céu totalmente azul, é interrompida pela devastadora tempestade (será pura ironia? É tal como no meu local de trabalho: acabo de arrumar, avanço e quando olho para trás, tudo o que parece menos é que foi arrumado.) que abana o cubo envidraçado, rachando-o, que acaba por afastar as escadas que até ele podiam chegar e ainda assusta o cavalo.
Com tudo isto e antes de equilibrar o meu deserto novamente, tento perceber a tempestade - Quem, ou o quê? De onde veio? Porque veio? E é nesta fase que me encontro. Buscando respostas a estas questões. Não entendo como não deixei esta tempestade resolvida... Ou não quis resolver? Ou estou a resolvê-la desta forma? De luto, é assim que me sinto. Vestida de preto, todas as noites, a pensar em tal e resolver comigo mesma. Quero ir e deixar ir.
O que faço (?) sem ter de ser a tempestade no deserto de alguém...
(seja quem for que me leia, ou me oiça: obrigada <3)

Sem comentários:
Enviar um comentário